Roupas digitais: Bem vindos ao MULTIVERSO!
Conheça a nova Tendência entre as influenciadoras.

É muito comum entre as Ricas and Famosas na WEB, comprar um vestido e usar uma vez para tirar uma foto. Será que a moda digital é de certa forma um recado ambiental aos consumistas fashionistas?
O mundo da moda está cheio de “Influencers” ou “Má Influencias” que ditam, ou tentam ditar, as tendências no setor da Moda e Beleza.

É cada vez mais difícil saber o que é realidade hoje em dia. Maquiagem, Procedimentos estéticos, tudo em um clique. Você fica tão linda e irreconhecível sem sofrer com bisturis.
Chegou a um ponto que até em vídeos podemos ter aquela cintura desejável e uma pele de bumbum de neném, ou mesmo estarmos maquiadas sem nenhum esforço de edição, pois já existem milhares de filtros prontos.
Todos sabem que a Internet chegou para ficar e ficou ainda mais forte com a Pandemia. O #FICAEMCASA nos fez mergulhar de cabeça nessa nova realidade, marcas inovaram em diversos segmentos. A indústria Fashion acelerou o processo de digitalização e, assim, surgiram as roupas digitais para avatares Reais

Claro que a próxima barreira a ser quebrada seria consequentemente o Universo Fashion
Quem aqui nunca jogou, Covet Fashion (SOU VICIADA), IMVU, StarDoll ou The Sims?

Tal conceito pode parecer surreal à primeira vista. Porém, se formos analisar, isto já ocorre no mundo dos jogos que nos permitem comprar roupas e acessórios para seus AVATARES. A diferença é que agora os AVATARES somos nós.
Imaginem posar em uma foto ou mesmo protagonizar um vídeo com uma roupa exclusiva, ou até mesmo de uma GRIFE FAMOSA (Falaremos disto adiante) com uma peça que não pode ser comprada em uma loja, pois ela não existe?

O METAVERSO: Engana-se quem acha que isso é algo que surgiu agora. Em novembro de 2018, a multimarcas escandinava Carlings lançou sua primeira coleção de roupas digitais. O compilado de 19 itens chegou ao mercado com preços que variavam entre 10 e 30 euros, com uma produção limitada a 12 peças por modelo.
Intitulado Neo-Ex, o trabalho foi inspirado em jogos de videogame e apresentava calças laminadas com prints animais nas laterais, casacos de pele de crocodilo e Puffer Jackets com textura de plástico.
O mecanismo para o uso dos produtos era simples: os clientes forneciam uma foto, e os designers da empresa manipulariam a imagem, de maneira que os compradores parecessem vestir a roupa adquirida. Embora na época algo que parecia estranho, conquistou admiradores. Após uma semana, a coleção estava esgotada.

“Na vida real”, roupas como essas custam milhares de Dólares e costumam ser usadas nas mídias sociais uma única vez, por causa de seu design inovador. Ao vender peças digitais por preços acessíveis (Com exceções), a moda se torna, digamos, mais democrática, inovando no estilo e sem deixar rastro de poluição no processo.
IMPACTO AMBIENTAL: As peças Criadas através de softwares com tecnologia de realidade aumentada elas propõem um consumo rápido e mais sustentável.
Com isso, a inovação no mundo da moda promete diminuir a poluição do ecossistema gerado através do descarte de produtos de origem têxtil.
Grandes Designs: Em 2018 a Moschino, por exemplo, lançou uma coleção-cápsula inspirada no jogo The Sims. Ao comprar uma peça, o cliente pode transferi-la, em formato digital, para os personagens do game.
A Nike lançou duas skins para o jogo Fortnite. Os usuários podem ter, com exclusividade, um modelo de tênis desenvolvido especialmente para o software.

E não para por ai! Com a popularização do METAVERSO, A Moda Digital (Roupas essas que podem ser usadas no Metaverso e em realidade aumentada), vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado. É através dessa tecnologia que podemos comprar, vender e autenticar posses nesses mundos virtuais. Por isso, mais categorias de tokens estão surgindo, trazendo novos setores para o jogo. Um grande exemplo são os chamados “wearable NFTs“, ou NFTs vestíveis, que trazem a indústria da moda para o Metaverso.

No início de dezembro, os analistas de mercado Matthew Kanterman e Nathan Naidu, da Bloomberg Intelligence, disseram que o metaverso promete construir um mercado de US$ 800 bilhões. Enquanto isso, a indústria da moda já é um setor avaliado em cerca de US$ 3 trilhões, de acordo com estimativas da Fashion United.
Juntando os dois, temos um novo mercado com um imenso potencial econômico e muita sinergia conceitual. Se dentro da moda a marca já é algo que valoriza assustadoramente uma peça de roupa, o mesmo pode ser aplicado aos NFTs. Além disso, esses ativos digitais também se prezam de sua colecionabilidade para agregar valor, outro aceno ao mundo da moda.
Moda digital já movimenta milhões: Já temos alguns exemplos dessa convergência. A grife Dolce & Gabbana lançou em outubro sua própria coleção de NFTs de moda digital, cada um custando os olhos da cara. Em um dos leilões, um conjunto de peça física e sua respectiva versão digital foi vendido por mais de US$ 1,2 milhão. No total, a coleção movimentou quase US$ 6 milhões.
Cinco das peças foram criações físicas, desenhadas e executadas pela Dolce & Gabbana e com modelos e iterações virtuais para o metaverso. As outras quatro peças eram exclusivamente digitais. Com base em esboços dos designers Domenico Dolce e Stefano Gabbana, os modelos digitais e tokens não fungíveis foram construídos pela UNXD e registrados no blockchain da Polygon.
Wearable NFTs no metaverso e em realidade aumentada: Claro que as empresas do mundo da moda já estão considerando tudo isso. Afinal, essa migração do físico para o digital significa abrir mão da matéria-prima e dos custos de mão de obra associados à produção de roupas.
Roup digital aplicada no mundo real através de realidade aumentada
A DressX, uma startup do mercado de wearables, vem trabalhando com designers para oferecer roupas 3D para realidade aumentada. Lançado ainda no ano passado, o projeto já atraiu milhões de dólares de investidores. A empresa possui um aplicativo que permite aos usuários “experimentar” diferentes roupas digitais.
Mais recentemente, a DressX fechou uma parceria com a plataforma de Farfetch para permitir que influenciadores promovam roupas digitalizadas das últimas coleções de Off-White, Balenciaga, Dolce & Gabbana e outros. A cofundadora da companhia, Natalia Modenova, conversou com o Yahoo Finance sobre o assunto.
Ela destacou que os wearable NFTs voltados para personagens de jogos e avatares de metaversos são os exemplos mais reais que temos hoje de moda digital. Esses ativos já movimentam muito dinheiro dentro de mundos digitais, como The Sandbox, por exemplo. No entanto, Modenova acredita que esse conceito já pode ser aplicado para a realidade de quem trabalha home office.
Oque quer dizer que, através da tecnologia que já existe da DressX você pode estar de pijama em casa e aparecer na chamada de vídeo com uma roupa completamente diferente, sobreposta a você.
A moda digital ainda é um Bebê, mas já promete ser uma potência. Mas, seu apelo parece ser totalmente estético e voltados exclusivamente para a construção da nossa aparência no digital.
No final das contas, comprar roupas físicas sempre será necessário, há não ser que você se isole do resto do mundo para todo o sempre.
Mas, achei a ideia interessante como um jogo. Gostei desta brincadeira de se vestir com uma roupa inusitada, de baixo custo e sem agressões ao meio ambiente. De certa forma eu que trabalho com Marketing Digital de Moda, acabo que já faço um trabalho semelhante ao editar as fotos, realçar a cor e corrigir erros em uma arte, antes dela ser lançada na mídia.
Gosto de trabalhar com editores, amo filtros e abuso deles e é claro que gosto de deixar as minhas redes com a cara da riqueza.
Quer me ver realmente, vem aqui em casa tomar um café. No mais, me veja exuberante na internet.
Beijos de Glitter