Eventos Sustentáveis

Essa matéria é pra você amiga, que assim como eu gosta de fazer festas, encontrinhos, reuniões and outros eventos.

Eu adoro me reunir e festejar e é claro, deixar tudo lindo em Meus eventos neah!

Porem, devemos pensar nos impactos ambientais que as vezes uma simples festa pode causar.

Aqui darei a vocês dicas e passo-a-passo para criar uma festa mais sustentável, linda e com cara de RYCA.

DICA NÚMERO 01 “Substitua Bexigas”

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Gentchy! Não dá pra dizer que leva uma vida sustentável e enche a festa de bexiga AMADAH! Massss, não criemos pânico… Abaixo vou colocar alguns exemplos para vc substituir e até criar algo lindo e Baphô pra deixar a sua festa GLAM

 

DICA NÚMERO 02 ” Flores”

De papel ou naturais… “PLÁSTICO NUNCA”

Acho que não preciso falar mais nada não é?!

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DICA NÚMERO 03 “Guardanapos, Talheres, copos e afins”

Para a mesa, use louças de vidro, de preferência que você já tenha em casa, assim como talheres tbm. Fui em uma festa onde, ao invés de bandejas para os doces, os pais simplesmente viraram travessas de cabeça para baixo.

Esqueça de vez os descartáveis
Opte por talheres, pratos e vasilhas de material reutilizável como porcelanas, alumínio e vidro ( como eu citei acima ).

Uma novidade que também pode entrar na festa são os talheres, pratos e copos biodegradáveis. Quanto aos guardanapos, não é novidade que os feitos de tecidos, mesmo que precisem ser lavados, ainda são a melhor opção.

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DICA NÚMERO 04 “Detalhes”

Eventos Externos: Use e abuse de toalhas no gramado. Se precisar de mesas e cadeiras, dê preferência as de madeira ao invés de plástico. A mesa principal pode ser de madeira de demolição e assim evite usar toalhas de plástico ou papel. Se optar por toalha de tecido, invista em uma que você possa reutilizar no seu dia a dia.

Abandone de vez a ideia de fundo para a mesa de bolo, balões e guirlandas (tudo isso vai para o lixo imediatamente) e use árvores e a natureza como parte da decoração.

Enfeites artesanais ou reciclados

Na hora de decorar a festa, evite – novamente – o uso do plástico e também do isopor (que tem degradação demorada). Uma decoração feita com artigos artesanais ou reciclados dá um toque especial à festa. Se não tiver tempo de soltar a criatividade e transformar latinhas de leite em potinhos de mesa, você pode encomendar as confecções, como cestas de palha natural e toalhas de mesa de tecido reaproveitado, de organizações não-governamentais, cooperativas ou de pequenos comércios locais que trabalham com produtos feitos a mão.
Cadeiras e mesas

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Paletes, puff, caixotes de feira e até latões podem servir de acento.

Outra ideia bacana são os pufes e poltronas feitos com garrafas PET – super modernos e sustentáveis! Caso todas as sugestões sejam inviáveis, o ideal é que o material seja alugado, para que mais itens do tipo não precisem ser comprados ou confeccionados. Almofadas coloridas ou mantas jogadas por cima das cadeiras podem deixar a peça mais descontraída para quem não quer cair no branco “básicão”.

Luzes
A gente sabe que na pista de dança, o globo de luzes é o “astro-rei”, mas o semelhante “globo de espelhos” não gasta energia e sua produção não gasta tantos recursos naturais como a do seu concorrente luminoso. Fora da pista, as luzes dos outros ambientes podem ser repensadas: lâmpadas fluorescentes ou LEDs são as opções mais indicadas, assim como as velas, que mesmo com menor potencial de iluminação, podem criar um clima intimista e aconchegante ao lugar. Uma dica é utilizá-las dentro de pequenos saquinhos de papel (como aqueles de colocar pipoca ou mesmo famosos sacos de pão), assim, a luz é um pouco mais ampliada no espaço. Caso a sua festa seja grande, é possível pensar até mesmo em patrocínio de uma empresa de energia alternativa para alimentar todo o brilho da sua comemoração.

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Aposte nas Garrafas

Garrafas servem para praticamente tudo, desde vasos para flores a até luminárias.

Se até este ponto você conseguiu evitar o uso de plástico, aqui fica um pouco mais difícil, é verdade. Para quem não aluga um espaço com cadeiras e mesas de madeira ou metal, a facilidade destes objetos em plástico é uma realidade. E o que fazer? Para quem quer ir além no assunto “festa sustentável”, a dica é ir em busca das cadeiras e bancos feitos de papelão reciclado, que já têm lugar marcado em eventos deste tipo.

 

DICA NÚMERO 05 “Lembrancinhas”

Não é só em festa de criança que há o costume de se presentear os convidados com alguma lembrança, mas a festa da garotada merece atenção redobrada! É nessa hora que é preciso pensar no que você está passando para as crianças, e para isso, quem quer fazer uma festa sustentável tem divertidas opções. Presenteando com plantas locais ou doces regionais, é possível transformar o momento de descontração e brincadeira em um grande aprendizado, tanto para os pequenos como para quem os acompanha.
Uma outra formar de se alcançar essa sensibilização pode ser promovendo uma diferente atividade: cada pequeno convidado pode ser motivado a criar o seu próprio presentinho durante a festa, cabendo ao aniversariante ceder as sucatas, materias reutilizáveis e de decoração, como tintas e papéis, além de oferecer um suporte humano, que pode ser um adulto ou mesmo um profissional que trabalhe com o reaproveitamento. Além de lúdico-educativa, a “bagunça-organizada” com os materiais será uma experiência inesquecível para a meninada, que ao invés de criar mais resíduos, contribuirá com a redução de lixo.

DICA NÚMERO 06 “Convites”

Os ingressos digitais não necessitam ser impressos. A compra é feita online e na entrada do evento o nome e dados do cliente já estarão registrados no sistema da casa. É preciso apenas o documento de identificação ou de um comprovante que a pessoa pode ter no celular.

Tambem é possível produzir artes com aplicativos gratuitos como o Canva por exemplo e os compartilhar em suas redes sociais, e-mails e contatos no WhatsApp.

Outra dica é o nome na lista.

BONUS

“Que tal um passo a passo para criar flores com papel de seda e deixar a sua festa ou evento ainda mais charmoso e sustentável”

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1 – Para começar, antes de tudo, junte 10 folhas de papel seda, uma sobre a outra.

2 – Dobre de forma a criar a forma de um leque de papel seda. Faça este leque no sentido vertical.

3 – Em seguida arredonde as extremidades, cortando as 10 folhas de papel seda de uma vez só em cada uma das extremidades.

4 – Dobre o leque com as folhas todas juntinhas ao meio e faça dois cortes pequenos na vertical para prender o náilon e prender o mobile de flor de papel seda. Amarre o náilon nestes pequenos cortes que você fez.

5 – Agora é hora de abrir a flor de papel seda. Com muito cuidado, para o papel seda não rasgar, vá puxando o papel seda de forma a ir abrindo sua flor. Segure com uma mão e puxe com a outra. Vá puxando para os lados e dando forma a sua bola de flor de papel.

6 – Vá puxando de forma a dar uma pequena distância entre suas pétalas e criando sua flor com muito carinho para que ela fique toda uniforme, no formato de uma esfera. É só puxar todas as folhas de papel seda e ao final, como resultado, você terá uma linda flor de papel seda para decorar sua festinha Gatã.

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Upcycling, Downcycling e Recycling

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Há tempos que todos nós conhecemos e, felizmente, praticamos a reciclagem. E upcycling, todo mundo já sabe o que é? Vamos tentar entender um pouco melhor esses processos.

Na reciclagem, um produto X que é descartado será reutilizado na produção de outro produto X, ou seja, recupera-se um material e este torna-se matéria-prima do mesmo produto que fazia parte.

Já o processo conhecido como downcycling existe quando se recupera um material para reuso em um produto com menor valor, ou seja, a integridade do material é, de certa forma, comprometido com o processo de recuperação e isto significa que ele não pode ser usado novamente para se fabricar o produto original.

Por outro lado, o conceito de upcycling é, como podemos deduzir, um processo de recuperação que converte materiais desperdiçados/resíduos em novos materiais ou produtos com maior e/ou melhor qualidade e valor ambiental.

Um exemplo bem conhecido é a utilização de lona de caminhões usadas na fabricação de roupas, bolsas, chapéus, bonés e outros artigos com alto valor agregado.

Definitivamente o processo de upcycling é o melhor em termos de recuperação de resíduos, pois transforma-os em matéria-prima ou produto com melhor qualidade e valor do que o produto que o gerou.

E como poderíamos empregar o Recycling e Upcycling no design de Interiores por exemplo?
 
Abaixo tenho algumas ótimas ideias.
Vem ver?!

Nichos de Loja com caixotes de feira

Que tal este armário feito com fitas cassete ?

E este acento luxuoso e confortável feito com pneus?

Um belíssimo tapete com retalhos de Jeans…
E essa parede??? Não ficou uma verdadeira obra de ARTE
 
 
Da pra fazer tanta coisa bacana com toneis …
 
Enfim, a criatividade não tem limite
 

Pesquisem na Web

”Upcycling na Decoração e se inspirem”

Bjs e até mais

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Fashion Revolution – Entenda o Movimento

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No dia 24 de abril de 2013 um acidente abalou o mundo e mudou a história da moda. O Rana Plaza, prédio em Dakha, capital de Bangladesh, que abrigava confecções de roupas e produzia para marcas conhecidas no mundo todo, desabou. Mais de 1.100 pessoas morreram e mais de 2.500 ficaram gravemente feridas, muitas incapacitadas de trabalharem novamente. Centenas de pessoas morreram costurando roupas para alimentar o desejo insaciável de consumo. Um ciclo vicioso de produção e consumo criado pela indústria da moda, oferecendo cada vez mais produtos por preços cada vez mais baixos, se esquecendo das vidas por trás de cada peça.

Acidentes em confecções são frequentes, principalmente em países asiáticos, mas violações dos direitos humanos e condições trabalho degradante podem ocorrer em todo o mundo. No Brasil, diversas marcas já foram flagradas com trabalho análogo à escravo.

Além de tornar as pessoas por trás de nossas roupas invisíveis, a indústria da moda é ainda uma das maiores poluidoras do planeta, desde a extração da matéria-prima, passando pelos processos de fiação, tecelagem, beneficiamento, corte, costura até chegar no cuidado em casa e descarte. O alto consumo de água, energia, químicos tóxicos, as emissões de carbono e a produção de resíduos permeiam todo este cenário. Por exemplo, estima se que só no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, sejam produzidas 12 toneladas de resíduos têxteis por dia, segundo a Sinditêxtil-SP.

Por outro lado, a moda é uma força a ser considerada. Ela inspira, provoca, conduz e cativa. E por acreditar que a moda pode e deve ser usada como uma força para o bem, Carry Somers e Orsola de Castro fundaram o Fashion Revolution, logo após o acidente do Rana Plaza, para que tragédias como esta, nunca voltem a acontecer.

O Fashion Revolution se espalhou rapidamente pelo mundo e hoje está presente em mais de 100 países, acreditando no poder de transformações positivas da moda, e tem como principais objetivos: conscientizar sobre os impactos socioambientais do setor; celebrar as pessoas por trás das roupas; incentivar a transparência e fomentar a sustentabilidade.

“O Fashion Revolution promete ser uma das poucas campanhas verdadeiramente globais a surgir neste século”, diz Lola Young, criadora do Grupo Parlamentar de Todos os Partidos sobre Ética e Sustentabilidade na Moda no Reino Unido. A campanha principal do movimento gira em torno da simples, porém poderosa questão: #QuemFezMinhasRoupas? e convida a todos a refletirem sobre o verdadeiro custo das roupas e seu impacto nas pessoas e no meio ambiente, em todas as fases do processo de produção e consumo.

O dia 24 de abril ficou marcado como o Fashion Revolution Day, que ganhou força e se tornou a Semana Fashion Revolution, que conta com atividades promovidas pelos núcleos ao redor do mundo. No Brasil, o movimento atua há 4 anos realizando ações, debates, exibições de filmes, workshops e conteúdos para incentivar mudanças de mentalidade e comportamento de consumidores, empresas e profissionais da moda.

O crescimento e fortalecimento do movimento no Brasil resultou na constituição do Instituto Fashion Revolution Brasil, que trabalha em parceria com diversos atores da sociedade civil, terceiro setor e poder público para alcançar mudança efetivas no setor.

A Semana Fashion Revolution 2018 no Brasil envolveu aproximadamente 23 mil pessoas em 47 cidades, 73 faculdades e contou com mais de 400 voluntários comprometidos com a organização de 733 eventos – comparados a 225 eventos em 2017 e 54 em 2016.

Orsola de Castro, co-fundadora do movimento, reforça o desejo de incentivar as pessoas a imaginarem o “fio condutor do vestuário, passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão que dá origem aos tecidos” e assim, “iniciar um processo de descoberta, aumentando a conscientização de que a compra é apenas o último passo de uma longa jornada que envolve centenas de pessoas, realçando a força de trabalho invisível por trás das roupas que vestimos”.

O Fashion Revolution quer mostrar ao mundo que a mudança é possível! A conscientização é o primeiro passo para que poderosas transformações aconteçam.

O que a Etiqueta não Mostra

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O desenvolvimento e, principalmente, a expansão da moda sustentável passa obrigatoriamente pela necessidade do consumo ser feito de maneira consciente. Para que as empresas se tornem cada vez mais transparentes na divulgação de informações ao público, é preciso que o mesmo saiba exatamente o que exigir dessas marcas.

Justamente por isto, hoje falaremos sobre como podemos nos tornar consumidores mais conscientes no segmento da moda. Uma boa forma de iniciar a jornada em busca do consumo consciente é tomar conhecimento sobre como os produtos que mais utilizamos em nosso dia a dia, tais como: o algodão, o jeans, a viscose e o poliéster, chegam até nós.

Vivemos em uma maravilhosa época onde a informação circula em velocidade cada vez maior e onde há conexão quase absoluta entre todas as partes do mundo. Mas será que em meio a esse turbilhão de dados que nos bombardeiam a cada minuto conseguimos filtrar aquelas que de fato nos seriam úteis? Aquelas que nos ajudariam a tomar melhores decisões sobre consumo, bem estar e satisfação? Será que ao adquirir uma peça de roupa, nos preocupamos com outras variáveis além do preço? Será que nos perguntamos qual foi o caminho que ela fez até chegar ao nosso guarda roupa? Será que sabemos que determinados tecidos são extremamente poluentes e degradantes tanto ambientalmente quanto socialmente? Aquela peça de roupa super baratinha daquele site chinês ou aquelas das liquidações das grandes lojas de departamento que aparentam ser ótimas escolhas para aquisição, na maioria das vezes escondem por trás da etiqueta uma história que a maior parte dos consumidores desconhece.

Algodão é a fibra natural que representa 90% de todas as fibras naturais usadas na indústria da moda e que está presente em mais da metade das peças de vestuário confeccionadas no Brasil. A primeira vista, a palavra natural pode representar algo positivo, afinal não é um tecido que vem diretamente da natureza. Que mal poderia haver? Bem, o cultivo de algodão necessita de grandes quantidades de água e de irrigação extensiva se cultivado fora de seu ambiente natural. Para se criar 1 quilo de algodão, são necessários cerca de 30.000 litros de água! E 1 camisa de algodão usa aproximadamente 2.700 litros de água! Isso sem contar a utilização de defensivos agrícolas, já que o cultivo de algodão responde por 24% de todo o consumo de inseticidas e 11% dos pesticidas utilizados na agricultura mundial. O algodão é também aquele que consome maior quantidade de energia em seu processo produtivo, aqui incluem-se o combustível das máquinas agrícolas que realizam a colheita, a energia das máquinas de fiação e dos processos de lavagem, secagem e ferro de passar.

Desta forma, você pode imaginar os tipos de impactos resultantes do cultivo desta fibra natural. São impactos ambientais e sociais preocupantes como a degradação do solo, lençóis freáticos e rios por conta do uso de defensivos; problemas de saúde causados pelo manuseio e contato com inseticidas e pesticidas, e também pela ingestão de água que esteja contaminada por essas substâncias; o desenvolvimento da bissinose, uma disfunção pulmonar causada pela aspiração crônica de fibrilas de algodão. Além destes, também é necessário ressaltar a geração dos resíduos têxteis, que no Brasil representam 175.000 toneladas/ano, onde somente 36.000 toneladas são reaproveitadas, devido ao curto comprimento das mesmas, para fazer barbantes, novas peças de roupas e fios, e também para a fabricação de estopas, colchões e mobiliários.

O jeans é prático e versátil, uma peça coringa, tanto que é bem difícil que alguém não possua uma calça jeans em seu guarda roupa. Mas você sabe como ocorre o processo de fabricação dessa maravilhosa invenção? Sabia que o jeans é uma das peças mais poluentes do vestuário? A começar pela produção do denim, um tecido de algodão base do jeans, que consome durante o processo grandes quantidades de água, energia e corantes a base de produtos químicos altamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Passando pela logística de distribuição e entrega, que majoritariamente atravessa o globo, já que as grandes fábricas de jeans se encontram na Ásia, notadamente na China e Índia. Nessa conta também entram as embalagens que acompanham os produtos e a destinação muitas vezes incorreta das mesmas. E não podemos esquecer da água e produtos químicos utilizados por nós para a lavagem e higienização dos nossos jeans. Está faltando ainda a última ponta do processo, o descarte das peças que não utilizamos mais. Qual o destino que você dá ao jeans após o uso? Vamos nos atentar que uma calça jeans leva cerca de um ano para se decompor na natureza.

Podemos acompanhar o quanto a produção do jeans provoca impactos socioambientais no documentário canadense RiverBlue, que mostra como a produção de bilhões de peças jeans anualmente polui rios, lagos, mares e reservatórios devido ao tingimento de tecidos. Extremamente tóxica, comprometendo a saúde dos trabalhadores dessas fábricas e também das comunidades em seu entorno, o processo de produção do denim exige várias lavagens químicas intensivas, sendo esses resíduos despejados, na maioria das vezes em rios. No documentário é mostrado que são identificados cinco metais pesados (cádmio, cromo, mercúrio, chumbo e cobre) no rio que corta Xintang, a cidade chinesa conhecida como a capital mundial de fabricação de jeans (1 em cada 3 pares de jeans vendidos no mundo é produzido nesta cidade). Esses metais pesados são neurotóxicos, cancerígenos, perturbando o sistema endócrino e causando câncer em diferentes órgãos. Ao preço da saúde da população e da destruição de suas fontes de água, a China se torna a “Fábrica do Mundo”.

A viscose, fibra artificial feita a partir de celulose, mais especificamente cavacos de madeira e de árvores de rápido crescimento que possuem pouca resina, é usada em larga escala, servindo inclusive como forro para peças de outros materiais, perdendo em usabilidade apenas para o poliéster e algodão. Apesar desta fibra ser proveniente de fonte renováveis, seu amplo emprego ocasiona vários impactos, que muitas vezes por ocorrerem longe de nós, acabamos não tendo conhecimento.

Os problemas se iniciam com o processo extrativo da matéria prima, de acordo com informações do site Modefica, cerca de 30% da viscose produzida é proveniente de árvores de florestas nativas e ameaçadas de extinção, como a Amazônia. Na lista dos países que mais desmatam estão Indonésia, Brasil e Canadá que em 2010 foram responsáveis por cerca de 2/3 de toda a importação de polpa de viscose pela China. Desse montante, 75% foram transformados em tecidos para indústria da moda. Durante o processo produtivo no qual a polpa da madeira é transformada em fibra de celulose e em seguida em fios de viscose são utilizados produtos químicos como soda cáustica e ácido sulfúrico, sendo emitidos sulfeto de carbono e gás sulfídrico, dois gases que apresentam efeitos tóxicos significativos à saúde dos trabalhadores desse segmento. Além disso, a produção de viscose demanda uso excessivo de energia e de água – para cada quilo de viscose produzida são utilizados 640 litros de água! – e grande parte do material é descartada durante o processo (cerca de 70%).

Desmatamento produzido pela indústria da moda tradicional. Imagem: One Green Planet
E com as exigências do modelo Fast Fashion, maior produção com menores custos, a maior parte dos tecidos de viscose hoje são tecidos de baixa qualidade e durabilidade, fato que potencializa a dimensão do descarte. Essa equação ainda possui um último fator agravante, apenas 0,1% dos tecidos de viscose são reciclados. Como podemos observar, são vários os impactos socioambientais que a produção de viscose ocasiona, desde o desmatamento que gera perda de biodiversidade e violações de direitos humanos relativos aos trabalhadores e as comunidades nativas dessas florestas, passando pelas implicações à saúde dos trabalhadores dessas indústrias, até a questão do descarte de volume cada vez maior de tecido, agravando a situação dos aterros sanitários.

O que conhecemos como poliéster é o polietileno tereftalato, mais conhecido como PET. Em sua maioria os poliésteres são termoplásticos, possuindo várias aplicações em nosso cotidiano, como garrafas de plástico, material isolante, filmes, filtros, tintas em pó, telas de LED e, principalmente, tecidos e malhas utilizados em roupas, lençóis, cortinas, móveis e estofados. Isto porque o tecido de poliéster possui maior durabilidade, retenção de cor e resistência a rugosidades, quando comparado com tecidos naturais como o algodão. Por essa razão é bem comum a mistura do poliéster com tecidos naturais a fim de combinar as características de ambos os tecidos.

Produzido a partir de petróleo ou de gás natural, matérias primas não renováveis e poluentes, a produção de poliéster causa diversos danos ambientais, uma vez que também são emitidos compostos orgânicos voláteis (VOC) e efluentes contendo antimônio. Ademais, durante o processo produtivo demanda grandes quantidades de água para resfriamento, juntamente com uma grande quantidade de químicos nocivos, que podem se tornar fontes de contaminação. Para que 1 quilo de poliéster seja produzido são gastos 20 litros de água. O processo de produção utiliza ainda grandes quantidades de energia, correspondendo à etapa de extração das matérias primas e transformação em produto final, o dobro de energia que a produção de algodão convencional.

Além destes, existem outros impactos socioambientais resultantes da produção do poliéster em decorrência do mesmo não ser biodegradável e levar cerca de 400 anos para se decompor. Sendo o pior deles a contaminação por microplásticos (pequenas partículas plásticas com menos de um milímetro de diâmetro) que acabam se desgarrando das fibras do tecido e vão parar nos rios, mares e oceanos, prejudicando ecossistemas. Para se ter ideia, em uma simples lavagem, uma peça de roupa de poliéster pode soltar até 1900 microfibras! Essa água utilizada na lavagem segue para corpos d’água e oceanos, onde pequenos animais se alimentam desses microplásticos propagando a intoxicação ao longo da cadeia alimentar até chegar aos seres humanos. Sim, já estamos consumindo peixes contaminados com microplásticos, pois grande parte das superfícies dos oceanos já está contaminada por com esse material. Estamos vivenciando contaminação do meio ambiente e da saúde do planeta e a nossa própria, porque estamos poluindo o planeta com um produto tóxico que não é biocompatível.

Mas por que não reciclar? Como a maioria das roupas é feita por tecidos híbridos, pela junção do poliéster a alguma fibra natural, isso dificulta o processo de reciclagem, uma vez que, a tecnologia de reciclagem química para separar as fibras e reaproveitá-las em novas fibras não está implementada industrialmente. Outro problema é o custo, já que uma fibra de poliéster reciclada é cerca de 20% mais cara do que uma virgem, possuindo uma menor qualidade que a segunda.

Como podemos ver nessa breve exposição, são vários os custos, manifestados em graves impactos socioambientais, do modelo atual de produção têxtil da moda tradicional e de consumo, transformado em consumismo pelo sistema Fast Fashion. O que apresentamos aqui é só uma pontinha de tudo que acontece por detrás dos holofotes dos grandes e tradicionais desfiles de semanas de moda; de campanhas publicitárias que nos impelem a consumir a calça da estação, a jaqueta do momento, o vestido da coleção x da marca y; o calçado da instagrammer fulana de tal que parece tão lindo e popular. Somos programados cada vez mais cedo a associar felicidade a consumo. Sim, precisamos consumir para nosso bem estar, mas será que essa velocidade imposta trará felicidade ou angústia por não termos condições de consumir tudo aquilo que nos é apresentado como último grito da moda? Será que o descarte cada vez mais frequente e rápido vale o preço da satisfação momentânea em adquirir uma peça de roupa, um calçado ou maquiagem?

O processo de conscientização sobre o consumo é algo realmente necessário para que nosso planeta não seja cada vez mais devastado e para que a saúde da sociedade seja preservada, mas também é necessário para nosso bem estar, para desconstruirmos essa necessidade incessante de comprar estimulada por todos os meios em todos os lugares. Como dica, para aqueles que pretendem mergulhar mais fundo no assunto, sugiro o documentário “The True Cost” – vocês podem conferir o trailer no vídeo aqui em cima – que trata exatamente do custo real da moda por um lado que dificilmente é mostrado.

Para aqueles que querem conhecer iniciativas e marcas que estão procurando mudar esse cenário e fazer a moda mais sustentável, é só acompanhar o próximo post, pois traremos algumas novidades a respeito.

Beco Dazamigas

Quem mora em Angra dos Reis sabe a dificuldade de encontrar coisas interessantes, bacanas e a preços justos, principalmente em época de Carnaval. Criado em 2017 o Evento Bazar Dazamigas veio para mudar o conceito de se vestir e praticar consumo consciente. Além de itens Seminovos, as nossas meninas são verdadeiras artistas… Peças originais, Confeccionadas ou customizados, acessórios criados com materiais recicláveis é muito amor envolvido.  Mas, muitos não sabem que somos muito mais além de um evento, somos como uma família de meninas unidas e Empoderadas. Além de ajudarmos uma às outras, o nosso intuito não é só comercial, e sim mudarmos um conceito, conceito daqueles que ditam o que devemos vestir, comprar e que estilo devemos ter de acordo com a tendência atual… E é claro, quanto devemos gastar com isso.

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Não somos contra a moda é nem contra tendência, não é isso… Mas, é possível seguir uma tendência ou estar na moda sem perder a própria essência e estilo.

Não encontrou o seu estilo??? Está por fora das tendências???

Não somos apenas Brechonistas, Costureiras ou Artesãs… Também contamos  com profissionais em consultoria de moda e estilo em nosso time de meninas.  Para lhe ajudar a encontrar o seu estilo, o que melhor lhe veste e montar um look bem Maravigold com acessórios divertidos e roupas diferentes e originais para o seu Carnaval por exemplo.

Tudo o que você precisa em um só lugar e com preços bacanudos. “Assim você não perde tempo ou dinheiro”.

O único problema até hoje era que as nossas desesperadas clientes não aguentam esperar o evento que só ocorre uma vez por mês, pensando nisto, resolvemos fazer todos os sábados um evento com todas as nossas meninas na Galeria Dazamigas “O BECO DAZAMIGAS” e é claro, o nosso mega evento itinerante todo o Primeiro ou Segundo sábado do mês.

Fique por dentro das nossas novidades e datas dos eventos em nossa página no facebook ou em nosso Instagram @bazardazamigasoficial.

Beijos de Glitter💋

BreShow

imageAconteceu no dia 22 e Dezembro em Angra dos Reis o Primeiro Encontro Oficial de Costa Verde “BRESHOW”

 

O evento que rolou das 10 às 18 horas, contou com mais de 30 expositores com itens novos e seminovos, nacionais e Importados com preços à partir de R$ 5.

 

 

Roupas, acessórios, lingerie, artesanato e uma infinidade de coisas bacanas com precinhos mais que justos.

imageContamos com várias atrações no evento como a Presença do DJ Magno Costa, desfile com as tendências para 2019 com as modelos “realmente” lindas da Meganne Models e pintura facial para a criançada com a galera do Pintando o Sete.

 

Quem abriu e fechou o Desfile foi a nossa Top Model Dona Concepcion … Gatíssima no auge dos seus 79 anos

 

Brechos já renomados na cidade estiveram presentes como o Madame Lex, BRECHIC dos Reis, Roda Roupa, Brechok, Nalu, Divas Closet, entre outros.

imageDurante as compras, o público usufruiu deliciosos petiscos, guloseimas e bebidinhas Geladas.

À entrada foi Franca e sempre será.

O Evento surgiu a partir de um outro evento que já acontece na cidade desde Maio de 2017 e está indo para sua Oitava Edição, o Bazar Dazamigas. ” Hoje em dia cresceu concideravelmente o número de Brechós e Eventos dentro deste segmento, para alguns virou modinha, mas, para nós, membros do Grupo bazar Dazamigas é mais que amor.”

Fico Feliz com esse crescimento. O reuso e reaproveitamento das peças é uma forma conciente de se vestir gastando pouco, comprando peças com história e qualidade superior à grande demanda de roupas Importadas que vimos nas vitrines, que realmente têm baixo custo e pouquíssima qualidade e nenhuma variedade.

Em 2019 teremos mais duas edições, fiquem ligados 💕

Fotos de André Bainha

Vintage Style: Uma maneira de ser sustentável

Comprar roupas em bazares e brechós ajuda a reduzir o consumo de recursos naturais. Invista na moda vintage

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Ser ecológico e sustentável está na moda, literalmente. A indústria fashion entrou na onda ecológica também já que para confeccionar tecidos é preciso cultivar e extrair fibras vegetais que serão combinadas, trançadas, tingidas e costuradas até se transformarem em peças de roupa.

Nos anos 70 e 80, por exemplo, a moda era muito específica, sendo o estilo hippie da década de 70 ou extravagante de 80. Agora, podemos ver nas ruas uma mistura de tendências de muitas épocas diferentes, sem preconceitos.

Uma maneira de ser mais sustentável na hora de se vestir é adaptar a moda vintage e retrô. Peças vendidas em brechós são únicas e tem um custo muito menor comparado as vendidas nas lojas de shoppings. Sem falar na qualidade da roupa, pois, as roupas mais antigas no geral são peças de altíssimo padrão.

Ao comprar peças deste tipo você pode obter roupas de qualidade, além de reutilizar o produto diminuindo a emissão de carbono e economizando recursos naturais utilizados na confecção de roupas novas.

Bazares, brechós e vendedores online são boas opções para encontrar produtos antigos e de boa qualidade.

Você também pode vender suas roupas antigas para brechós ou doar para instituições de caridade.

Quer saber mais sobre??? Entrem em contato pelo e-mail: brechonistasdacostaverde@gmail.com ou sigam o nosso Instagram @BazarDazamigasOficial

O Bazar Dazamigas acontece em Angra todo o segundo Sábado do Mês. É um evento que visa promover a moda sustentável e a moda feita à mão, assim como o artesanato e a culinária local.

Peças feitas com materiais alternativos ajudam a preservar a natureza

vestido de jornal

Mais do que economizar água e separar o lixo orgânico do reciclável, que tal vestir a camisa da sustentabilidade? Para diminuir o consumo e evitar a escassez dos recursos da natureza, estilistas, empresas e eventos de moda vêm dando cada vez mais espaço às roupas ecológicas em suas coleções. Feitas com materiais alternativos, como fibras de garrafa pet, algodão orgânico, bambu, sacola plástica e até guarda-chuva, as roupas sustentáveis também utilizam mão-de-obra digna e justa.

indústria têxtil é uma das quatro que mais consomem recursos naturais, de acordo com dados do Environmental Protection Agency (EPA). Nesse cenário, a busca de matérias primas orgânicas, ou seja, cultivadas sem o uso de pesticidas ou inseticidas, ainda é o principal desafio do setor. A EPA estima que o uso de produtos químicos nas plantações do algodão convencional chega a ser oito vezes maior que no cultivo de alimentos, e abrange cerca de 30% da utilização de pesticidas na Terra, por exemplo.

Além de preservar o planeta, o uso deste tipo de recurso é a melhor opção para quem deseja ter um guarda-roupa ecológico.

“A roupa 100% algodão ainda é fundamental na nossa cultura, então por que não usar uma opção orgânica? Trata-se de uma fibra mais pura e confortável. Além disso, o cultivo de produtos orgânicos salva milhares de famílias ao redor do mundo, que seriam prejudicadas pelo uso de pesticidas em suas plantações e que passam a viver do “cultivo limpo”, apoiadas por cooperativas e institutos de apoio”.

Apesar de confeccionada com produtos alternativos, a moda verde pode oferecer roupas mais sofisticadas e opções variadas, como vestidos, sapatos e até acessórios. “Quando a marca ou o criador decide apresentar uma linha ecológica, as possibilidades de produtos são as mesmas das coleções industriais. Hoje em dia temos opções de moda sustentável que vão da roupa de festa à lingerie. Os acessórios também podem ser aproveitados e ampliam ainda mais as possibilidades para confecção. Como este tipo de peça não precisa ser lavada, é possível que ela seja produzida com jornal ou revista usados”.

As roupas sustentáveis contribuem com o desenvolvimento econômico, com a saúde dos trabalhadores envolvidos no processo e, claro, com a natureza. “Esse produto é mais puro, prioriza o bem-estar do consumidor e tem a garantia de uma qualidade maior. A modelagem das peças é versátil e voltada para o conforto, com um toque agradável”.

Apesar da moda ecológica estar se popularizando, algumas coleções sustentáveis ainda possuem preço bem acima das coleções normais. Outro dilema na hora da compra é a falta de informação sobre esse tipo de produto. No entanto, a especialista acredita que essa tendência tem tudo para mudar. “Quanto mais pessoas consumirem produtos sustentáveis, mais empresas desejarão produzi-los, causando uma redução automática dos preços”.

Rocker, Boho, Retrô ou vintage : Entenda os vários tipos de estilo e encontre o seu.

 

As tendências podem ser ditadas pelas grifes que apresentam suas coleções nas passarelas ou então pelas it-girls ou Influencers que desfilam e postam por aí com peças que viram queridinhas e objetos de desejo de muitas mulheres. Mas, ao contrário do que muitas pensam, essas peças que são acrescentadas ao look não mostram o estilo ou característica de alguém. As pessoas devem se conhecer, saber suas preferências, sua rotina, o que melhor valoriza sua beleza e seu tipo físico antes de definir o seu próprio estilo. “É um exercício de autoconhecimento”. Deve ser levado em consideração várias características para defini-lo.

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As tendências devem sempre serem adaptadas ao estilo, levando em consideração outros fatores. “Tem que respeitar o dia, os limites do corpo, da idade e do bolso”.

Ter estilo não é sinônimo de entender de moda e, sim, mostrar sua personalidade na hora de se vestir. “O estilo é toda a manifestação de uma pessoa… É a marca pessoal dela. A pessoa sem estilo é aquela que não tem essa marca, segue o que os outros usam ou falam para ela que é moda. É aquela pessoa que parece um camaleão, cada dia está de um jeito diferente”.

Apesar disso, existem algumas peças-chave que podem transcender para todos os gostos. O blazer por exemplo é fundamental no guarda-roupa de qualquer um. “Basta você escolher o modelo que mais combina com o seu estilo”. Para desvendar os vários tipos de estilo. Veja!!!

Boho: é um estilo que surgiu nos anos 1970 com a mistura de várias tendências como hippie, boêmio, folk e vintage. “Batas, vestidos e muitos acessórios, como colares e chapéus, completam o look”. Pessoas que optam por esse estilo geralmente compram peças em brechós e preferem aquelas com silhueta confortável. “Adoram coisas desfiadas, sapatos baixos e conforto”.

Hippie chic: é um estilo que traz o hippie da década de 1970, mas com muito refinamento. Calça flare, franjas e vestidos longos bem acabados marcam esse estilo. “As mulheres podem usar peças tie-dye, florais e até palha, mas sempre de forma glamourosa”. É possível arriscar e compor um look “high-low”, misturando peças baratinhas com algumas mais finas.

Rocker: “este é um estilo que se renovou e fez a cabeça de muita gente. Agora ele tem mais leveza nas roupas”. Peças de couro, camisetas com estampas e tachas fazem parte do estilo. “Atualmente dá para seguir essa linha rocker mesclando peças mais delicadas ou com um sapato mais fino”.

Punk: “é um estilo que surgiu no final da década de 1970, mas hoje em dia podemos reconhecer alguns elementos como alfinetes, calças justas e rasgadas, lenços no pescoço e coturnos”. O movimento punk, que criou o estilo em si, surgiu nos anos 1970 e passou da música para a moda. “Ele era bem mais pesado antigamente. Hoje, no verão, as pessoas que seguem o estilo usam shorts detonado com sandálias”… Enfim…

Ladylike: é um estilo que transmite a feminilidade da mulher. “Suas escolhas são cores e tecidos suaves, detalhes nas roupas como laços, babados e franzidos, trazendo sempre graciosidade ao look”. “Ele tem um certo ar dos anos 1940, principalmente pela cintura marcada e estampas de flores. Nunca sai de moda e é possível usar apenas adereços que trazem à memória o estilo”.

Retrô ou vintage: “é um estilo que transmite uma imagem de uma mulher única, original, exclusiva e criativa”. A mulher que segue esse estilo tem muita inspiração na escolha de suas roupas e, mesmo usando peças convencionais, ela dá o seu toque de exclusividade. Peças personalizadas e mistura de artigos atuais com os de outras épocas se destacam. Além disso, elas adoram frequentar brechós especializados. “Algumas pessoas apostam em acessórios como óculos com design mais antigo, colares de camafeus, broches e peças que são releituras”.

Clássico ou tradicional: é um estilo que preza pela atemporalidade, passando uma imagem conservadora. “Suas roupas são mais estruturadas e com cores sólidas”. “A mulher clássica é adepta do ‘menos é mais’. Ela é mais conservadora, exclui qualquer peça da modinha e geralmente tem alguma marca queridinha”.

Activewear: é um estilo que coloca o conforto e a praticidade das peças em primeiro lugar. “Peças simples, soltas e confortáveis fazem parte desse estilo”, disse Luciana. A mulher adepta dele é básica, casual e sabe muito bem adaptar as peças esportivas para o dia a dia. “Fica bem legal saber usar jaquetas e camisetas para eventos não tão esportivos. Mas é aquilo, tem que ter o estilo”.

Sexy: é o estilo que se destaca por mostrar a sensualidade e a feminilidade da mulher, evidenciando as formas do corpo. Peças justas, decotadas e curtas são as mais usadas. “Algumas mulheres conseguem seguir esse estilo sem ser vulgar. É só optar por um decote nas costas, uma fenda mais caprichada. Sexy é uma coisa, piriguete é outra”.

Cool:  é aquela mulher bem antenada com as tendências e que sabe usá-las e misturá-las com maestria, trazendo um visual atual. “A pessoa com esse estilo é despojada, mistura esporte e casual, mas não deixa de lado algumas peças mais clássicas, mas de forma discreta”. Acrescentando que sobreposições e até peças sexy se encaixam neste modelo.

Geek: esse estilo é nerd cool. “São nerds da atualidade. Adoram sobreposições, camisetas com estampas divertidas, cabelo moderno e têm o óculos de grau grande como marca registrada”.

Glam: as mulheres com esse estilo adoram tendências e looks com glamour. “Este estilo é sexy na medida certa, tem brilho e inclui só peças ‘high’. Acessórios não faltam, nem maquiagem e cabelos arrumados”.Como o nome diz, é uma maneira de usar peças glamourosas”.

Casual: este estilo segue uma linha despreocupada e calça jeans com camiseta é a melhor opção. “O estilo é descontraído e até aquelas combinações mais arrumadinhas ganham um ar despojado da maneira que é usado: uma blusa para fora, um sapato baixo”, disse.

Street Fashion: ”A Moda de rua”. Se tem uma palavra que define bem o street style é autenticidade. Seja nas roupas, penteados ou acessórios, essa moda tem como premissa a liberdade para criar uma aparência diferenciada, estilosa e com atitude. É assim que muitas pessoas comuns acabam se destacando por conta de looks fashionistas.