
Se o primeiro O Diabo Veste Prada foi um desfile impecável de narrativa, figurino e trilha sonora que gritava cool sem esforço, a continuação chega fazendo muito barulho… mas será que entrega look ou só figurino?
Spoiler emocional: entregou mais trend do que estilo.
A trilha sonora: cadê o drama?
Existe uma diferença gigantesca entre estilo e tendência.
E ja começamos pela trilha.
O primeiro filme entendia perfeitamente o conceito de atmosfera — músicas que não competiam com a cena, elas seduziam a cena. Era quase um sussurro elegante no ouvido.
Já a sequência parece ter confundido passarela com festival pop.
Sim, temos referências mais modernas, mais comerciais… mas faltou personalidade. Faltou atitude. Faltou aquele toque de realeza pop que só Madonna sabe entregar.
Sim! sou fã e sou suspeita, mas, vamos admitir que Madge era praticamente do elenco somente pela trilha sonora do filme anterior.
Em vez disso, a energia flerta mais com Lady Gaga — que, vamos ser honestos, é icônica, talentosa e maravilhosa, mas aqui pesa. Fica performático demais, quase como se o filme estivesse tentando gritar “EU SOU MODERNO”, quando o verdadeiro luxo é não precisar avisar.

Eu particularmente achei a música bem firififi…

Conclusão?
Queríamos Vogue. Recebemos playlist de algoritmo.
Evolução ou perda de identidade?
A promessa era maturidade. Evolução. Crescimento.
Mas o que vemos é um filme que troca profundidade por estética rápida.
Mais tendência, menos assinatura.
O primeiro filme tinha uma coisa rara: ele não precisava provar nada. Ele simplesmente era.
A sequência… tenta. E quando você precisa tentar demais no mundo da moda, já perdeu metade do jogo.
É o clássico caso de: mais dinheiro, menos alma.
Vimos uma Miranda acuada, descaracterizada e pedindo opiniões.

Tah! estamos em outra era, blah,blah… Ela é uma personagem gentchy!! Dâhnnn. No Brasil por exemplo, quem é icône? Maria do Carmo ou Nazaré Tedesco???? È sobre isto gente!
Os looks: quando o passado veste melhor
Vamos falar de coisa séria: figurino. “QUE ALIÁS, ESTAVAM BEM MELHORES NA PREMIERE”
No primeiro filme, cada look da Miranda Priestly era um manifesto. Silhuetas impecáveis, tecidos ricos, escolhas cirúrgicas.
Já Andy Sachs teve uma das maiores glow ups da história do cinema — orgânica, elegante, icônica.
Agora… na continuação?
Tem look bonito? Tem…






Tem look memorável? Alguns.

Um ponto positivo para muitos é que eram looks “em sua maioria” tão óbvios e simples, que ja já os veremos aos montes em lojas de fast fashion

Porque ser tendência não é ser icônico.
O primeiro filme trabalhava com peças que poderiam existir em qualquer época — atemporais.
O segundo parece refém do “o que está em alta essa semana”.
Quase tudo muito básico e cleam em relação ao filme anterior. Nas cores, na fotografia, na decoração e nos looks
Resultado: envelhece antes mesmo de virar clássico.
Para não dizer que sou tão crítica, vou deixar aqui abaixo alguns dos looks que mais gostei okay?!








Saudosismo ou bom gosto mesmo?
Aqui não é só nostalgia falando, não.
Existe uma diferença entre sentir saudade e reconhecer qualidade.
O primeiro filme tinha edição precisa, timing perfeito e um senso estético que parecia curado, não jogado.
A continuação parece um feed: rápido, bonito, esquecível.
É tipo fast fashion emocional.
Brasil e suas campanhas:



Agora vamos falar de dor real.
As campanhas no Brasil?
Alguns ate tentaram. Mas a grande maioria sem conceito, sem desejo, sem narrativa.
Os profissionais de marketing estão preguiçosos ou a empresa que não contratou um especialista na área?! Fica aí o questionamento
Cadê o luxo? Cadê o drama? Cadê a entrega?
Um filme clássico e de Moda tem que ter a frente da campanha por exemplo, alguem que dialogue com o público alvo. E é claro, devidamente bem vestido.
É Moda! É fashion! Colocar uma mocinha bonitinha e sem graça é entediante e preguiçoso
Parece divulgação de comédia romântica genérica de domingo à tarde.
Zero impacto, zero construção de universo.
E pra piorar…
A bolsinha balde de pipoca que NÃO veio
Sim, eu estou revoltada.

A icônica bolsa bucket de pipoca — aquele mimo perfeito entre cinema e moda — simplesmente NÃO veio para o Brasil.
Aqui em Angra eu já imaginava que seria algo bemmmm simples mas fui preparada para ao menos adquirir algo mais duradouro e me deparei com uma balde de papelão… Simmm! Pa-pe-lão “que papelão” E isso diz muito.

Porque não é só sobre um brinde.
É sobre experiência. Sobre desejo. Sobre fazer o público querer pertencer àquele universo.
Lá fora: objeto de colecionador.
Aqui: cartaz mal diagramado.


Nenhum salto alto vermelho, nenhuma passarela e nenhum pôster descente… nadaaaa!!!!
Brasil sendo Brasil no quesito “quase lá”.
Em Angra “prefiro não comentar”
Veredito final: luxo ou look de vitrine?
“O Diabo Veste Prada 2” tenta ser maior, mais atual, mais impactante.
Mas esquece que o verdadeiro poder da moda está no detalhe, no silêncio, na intenção.
O primeiro filme não gritava. Ele sussurrava — e o mundo inteiro parava pra ouvir.
A continuação… fala alto demais.
E no fim, mana, você já sabe:
Quem tem estilo não precisa de volume.
Enfim, está é a minha opinião okay?!?!
Beijos de glitter!!! fui!
